11/07/2011

Qual a diferença entre HD e SSD?

Em uma época onde nossos arquivos não eram armazenados na nuvem (ou seja, na internet), um bom hardware era essencial. Eles eram grandes e parrudos, e possuíam a mesma capacidade de armazenamento do meu atual celular. Tempos depois, com diversas novas possibilidades e tecnologias de armazenamento, foram inventadas algumas nomenclaturas para facilitar a divisão e o entendimento sobre tais aparelhos. Aqui, vamos descrever as diferenças entre os HDs e o SSDs, suas diferenças e semelhanças.


O HD (hard disk, em português disco rígido) é uma parte física e integrante dos computadores e notebooks responsável pelo armazenamento de dados. Sua memória é não-volátil, ou seja, os dados não são perdidos caso o aparelho seja desligado. Todos os dados são gravados em discos magnéticos, e quanto mais finos os discos, melhor será a gravação. Por isso discos de mesmo tamanho podem ter capacidades de armazenamento bem diferentes umas das outras.
Os aparelhos que normalmente utilizam a memória HD de discos magnéticos são os desktops convencionais, os all-in-one (tudo-em-um, como o iMac), os notebooks e os servidores. Eles precisam deste tipo de HD para executar suas funções que usualmente são mais exigentes que nos tablets e smartphones. O vídeo abaixo, em inglês, ilustra o funcionamento completo de um disco rígido convencional.

O SSD é um pouco diferente. Sua sigla significa solid-state drive, em português unidade de estado sólido. Sua construção é baseada em um circuito integrado semicondutor, feito em um único bloco. Diferentemente do HD convencional, onde o armazenamento é feito em discos magnéticos, ou como os CDs e DVDs, que funcionam com leitura ótica, os SSD podem utilizar a memória RAM, memória flash (como nos cartões SD das câmeras fotográficas) ou o próprio semicondutor.

Há vantagens do SSD em relação aos HDs: por não possuírem componentes eletromecânicos para a leitura dos arquivos, ele se torna completamente silencioso. Isso também facilita o acesso aos dados, algo primordial para quem precisa de velocidade (ao contrário dos discos rígidos, no qual 'braço' mecânico de leitura precisa ir de uma ponta a outra do disco para ler alguma informação, o SSD tem tudo à mão). Ele também esquenta menos e consome menos energia. Porém, a capacidade de armazenamento é bem menor que a dos HDs usados nos desktops, e seu custo final para o usuário é bem maior.
Smartphones, tablets e nettops estão entre os aparelhos que mais utilizam SSD. Porém, não podemos esquecer também das máquinas fotográficas digit

ais, que utilizam deste tipo de armazenamento para dar um tempo maior de resposta em suas fotos e armazenar um número bem maior de imagens. Esses aparelhos citados não precisam de uma memória muito grande, porém, precisam que o tempo de resposta seja o mais rápido possível. Um vídeo feito pela Samsung, em inglês, mostra a diferença entre os dois tipos de aparelho.

07/07/2011

Artistas usam luz de LEDs para pintar sinal Wi-Fi nas ruas

Quantas redes Wi-Fi você consegue captar em sua residência? Em grandes condomínios e centros comerciais, é fácil captar mais de 30 pontos de Internet sem fio com um notebook ou um smartphone. Em shoppings, uma pequena busca te revelará ao menos uns cinco pontos. E há até pequenos bares em lugares ermos que, sozinhos, oferecem ao menos um ponto na região.
Com tanta rede sem fio espalhada nas cidades, já pensou se fosse possível visualizar esses sinais passando pelas ruas? Pois esta foi a ideia do grupo por trás do projeto YOUrban.



Usando uma sofisticada combinação de componentes eletrônicos, o grupo criou um sistema capaz de detectar qualquer sinal Wi-Fi disponível na rua, e por meio de um bastão de 4 metros de altura recheado de LEDs, o sistema exibe o nível de intensidade dessas redes. A mágica, no entanto, só acontece graças à técnica de longa exposição nas fotografias (muito usada para capturar aquelas fotos com rastros de faróis de carros, sabe?). O resultado você pode conferir abaixo:

Immaterials: Light painting WiFi from Timo on Vimeo.

06/07/2011

Como funcionam as TVs 3D?



Qual é a primeira imagem que vem à sua cabeça quando o assunto é tecnologia 3D? Certamente, são grandes as chances de você visualizar aqueles óculos de papelão ou cartolina, com uma lente azul e outra vermelha, né? Pois isso não está errado, apesar de um tanto quanto ultrapassado.
Na verdade, essa imagem consagrada esteve associada ao cinema 3D desde o seu lançamento, em 1952, em "Bwana Devil" (Estados Unidos), considerado o primeiro filme em cores com personagens "pulando para fora da telona”.
Naquele início da década de 1950, produtores buscavam inovações para recuperar o público perdido pela popularização dos aparelhos de TVs nos lares norte-americanos. Mal sabiam eles que, cerca de 60 anos depois, uma nova invasão de aparelhos de TV começaria a ser preparada justamente com essa tecnologia 3D, hoje altamente aperfeiçoada para deixar a sala de casa com jeito de sala de cinema.



O funcionamento de uma TV 3D depende de alguns fatores técnicos importantes, mas de nada adianta ter o principal aparelho de última geração do mundo se o conteúdo que você vai assistir não tiver sido produzido em 3D. Ou seja: você pode até ter uma televisão moderníssima e sentar de frente para ela com seus óculos especiais, esperando ver personagens saindo da tela para o meio de sua sala, mas isso não acontecerá se você estiver vendo a reapresentação da novela "Vale tudo" no canal Viva, ou a reprise de "Curtindo a vida adoidado" na "Sessão da Tarde".
Com o tempo, no entanto, mais e mais atrações serão produzidas com a tecnologia 3D, especialmente eventos ao vivo, como jogos de futebol (a Copa do Mundo de 2010, por exemplo, já contou com alguns jogos transmitidos dessa forma). Além disso, a recém-enxurrada de filmes gravados em 3D para o cinema trazem automaticamente, a reboque, um número maior de opções de consumo desses títulos em casa, por meio dos Blu-Ray's.

A distorção das cores depende da profundidade
que se quer dar àquele ponto da imagem.

A tecnologia 3D, na verdade, não passa de uma grande e surpreendente trapaça. Sim, uma enganação. E a vítima é nosso cérebro. No caso da que vem sendo usada há décadas, que nos obrigam a colocar aqueles óculos engraçados, o efeito não passa de uma sobeposição de uma mesma imagem, com duas cores diferentes e uma ligeiríssima variação na perspectiva entre uma e outra. Com o uso daquelas lentes vermelha e azul, cada um de nossos olhos enxerga apenas uma das cores, e nosso cérebro é induzido a formar uma imagem em 3D.

Na tecnologia usada nas TVs 3D, os óculos assumem um papel diferente e se tornam ativos, em vez de "passivos", como aqueles de cartolina lentes coloridas. A TV exibe imagens para cada olho, de forma alternada e absurdamente rápida - cerca de 240 imagens por segundo para cada olho, nos aparelhos mais modernos.
Diante disso, os óculos atuam em sincronia com a TV e bloqueiam ou deixam passar as imagens para cada olho. Ou seja: quando a TV exibe as imagens para o olho direito, a lente direita dos óculos fica aberta; logicamente em uma velocidade imperceptível de tão alta. Mas, no final das contas, a intenção é a mesma: enganar o cérebro.

Nem bem os principais modelos de TVs 3D com óculos começaram a chegar no Brasil, de dois anos para cá, e os fabricantes já andam anunciando aparelhos que dispensam o uso dos acessórios. Nesse tipo de tecnologia, um grupo da TV também exibe imagens levemente diferentes ao mesmo tempo, sobrepostas, mas o efeito que seria feito pelos óculos acaba sendo gerado por uma espécie de segunda tela, uma película chamada “barreira parallax”, que direciona as imagens para o olho de destino. Neste tipo de TV, é mais comum que a imagem ganhe em profundidade do que algo sair da tela.

Seja como for, as TVs 3D já demonstraram que estão por aí para ficar e, equipadas, entre outras coisas, com acesso à internet, vão ganhar cada vez mais espaço em nossas salas. Com o tempo, assim como qualquer nova tecnologia que se populariza, estarão disponíveis a preços bem mais acessíveis que as de hoje.

05/07/2011

Ciab 2011: tecnologia e segurança para bancos no centro das atenções

Em uma feira voltada para soluções bancárias, a preocupação com as transações online estiveram bastante presentes.



Centenas de soluções e novas tecnologias foram apresentadas esta semana no Ciab 2011, o Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras. E, como estamos numa feira voltada para soluções para os bancos, segurança e tecnologia, é claro, estiveram no centro das atenções.

"Temos soluções que começam no caixa eletrônico, tem tablets e desktops com novas tecnologias de segurança, até os servidores da linha Xeon E7, que são o topo da linha da Intel. Então, temos aqui a implementação da nossa Computação Continuada", explica Fernando Martins, presidente da Intel Brasil.

Essas tecnologias vêm estimular o conceito de “Compute Continuum” – ou Computação Continuada – agora presente também nas nossas principais atividades financeiras. Isso significa poder realizar transações bancárias seja em qual for o dispositivo, onde quer que você esteja; seja ele um tablet, notebook, smartphone ou até um tradicional caixa eletrônico.

E, como dissemos no começo, segurança está sempre na mente de quem trabalha nesse setor. A principal novidade apresentada por aqui foi a “Identity Protection Technology”, ou simplesmente IPT. Mais uma solução de tecnologia embarcada, ou seja, embutida nas máquinas. Ela vai combater principalmente a fraude bancária pela prática do “phishing” – aqueles e-mails falsos que tentam enganar a gente para roubar informações pessoais e bancárias. O problema é alarmante! Segundo um estudo da McAfee, mais de 31 mil novos ataques de phishing são registrados todos os meses, o que fez mais de 11 milhões de vítimas só nos Estados Unidos no ano passado.

"O IPT é uma tecnologia de segurança para desktops e notebooks e a ideia é que você tenha o Token já embutido no processador. Hoje você tem o Token físico que gera um número de segurança", conta o presidente da Intel.

Ao associar o hardware do seu computador à sua conta online, o IPT cria uma nova camada de segurança. Então, você pode ficar tranquilo; mesmo que suas informações bancárias sejam roubadas por alguém, o acesso à conta continuará bloqueado.

Independente do sistema operacional ou qualquer software, as senhas geradas pelo IPT são totalmente seguras e mudam automaticamente a cada 30 segundos sem a necessidade de intervenção do usuário. A tecnologia já está sendo adotada nos Estados Unidos e também aqui, no Brasil.

"A tecnologia está sendo utilizado no mundo e no Brasil, a Symantec, a Vasco e Infoserver vão ter soluções baseadas no IPT, habilitadas para o mercado brasileiro"

Conceito de bicicleta elétrica da Audi

O trânsito nas grandes cidades é um terrível problema que só tende a piorar. Uma alternativa que está crescendo no Brasil é o uso de bicicletas no transporte de casa para o trabalho. Visualizando essa crescente demanda, a fabricante de carros alemã Audi criou uma bicicleta elétrica conceito.



Bicicleta da Audi
O designer sueco Arash Karimi desenhou essa bicicleta conceito para a Audi. Podemos ver nas fotos que ele deixou a bicicleta com traços semelhantes aos dos carros da Audi.

A bateria ficaria dentro da estrutura da bicicleta, para não atrapalhar o ciclista, e o motor elétrico, que normalmente fica no meio, foi posto na roda traseira, deixando um visual bem limpo. O material para fazer a bicicleta seria o alumínio, que é muito mais leve que o aço e tem a mesma qualidade.

A corrente para fazer as rodas girarem seria de um material chamado Kevlar e parece uma correia dentada de um carro, diferente das tradicionais correntes de metal. A parte estranha é o banco, que não parece ser muito confortável e nem seguro. Se você estiver pedalando e precisar frear bruscamente, com certeza vai sair deslizando até o guidão.

A bateria teria autonomia de 20 Km, o que daria tranquilamente para fazer trajeto médios em uma cidade como São Paulo ou Rio de Janeiro. Lembramos que a bicicleta é apenas um conceito e não tem previsão de venda.

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